Gestão de tempo: A chave para a produtividade e crescimento no trabalho 

Por Viseu Secondment
19/11/2024

Secondment

A  gestão de tempo é uma das competências mais subestimadas – e, paradoxalmente, uma das mais essenciais. Ter um bom domínio sobre o próprio tempo vai muito além de simplesmente cumprir prazos. É sobre garantir que o nosso trabalho tenha um impacto direto e positivo, aumentando a produtividade e, sobretudo, a qualidade das entregas. Ao longo da minha trajetória, aprendi que a gestão de tempo no trabalho é menos sobre fazer “mais” e mais sobre saber identificar as prioridades e fazer o que realmente gera valor e resultado para o negócio. 

Veja algumas dicas práticas que adotei e me ajudaram no dia a dia: 

Entender o valor de cada tarefa e priorizar com inteligência 

No ambiente profissional, nem todas as atividades têm o mesmo peso ou relevância. Saber identificar as tarefas estratégicas e priorizá-las é um diferencial. A pergunta que sempre faço antes de iniciar uma nova tarefa é: “Essa atividade vai contribuir para os resultados que a empresa espera de mim?” Esse questionamento ajuda a evitar a armadilha de desperdiçar tempo em atividades que podem ser feitas depois – ou até delegadas – e permite focar no que realmente contribui para os objetivos da empresa. 

A capacidade de priorizar tarefas é essencial, principalmente em contextos de alta demanda, onde muitos profissionais acabam sobrecarregados. Saber o que pode ser postergado, repassado ou executado com mais eficiência é um diferencial. 

A otimização de tempo e energia está diretamente relacionada a capacidade de identificar e diferenciar o que Urgente e Importante, palavras estas que podem ser semelhantes, contudo, saber identificar a diferença entre elas pode lhe ajudar a estabelecer prioridades. “Urgente” refere-se aquilo que precisa ser feito com prontidão, com um prazo mais curto, enquanto “Importante” é aquilo que não pode ser esquecido, digno de apreço. 

Evitar o “efeito urgência”, não deixar o importante ser engolido pelo imediato 

Muitos profissionais caem na armadilha do “efeito urgência”, onde acabam priorizando atividades de última hora em detrimento dos importantes. Esse efeito é comum em ambientes corporativos, onde frequentemente somos interrompidos por demandas urgentes. Com o tempo, percebi que é importância de saber diferenciar o que é realmente urgente do que só parece urgente. 

Uma prática que adotei é a de fazer a “Matriz de Eisenhower” também conhecida como Matriz de Importância e Urgência. Essa matriz me ajuda estruturar melhor os níveis de prioridades, entre o “é importante, mas não é urgente” ou “é importante e urgente” ou “não é importante e não é urgente” ou também “urgente, mas não é importante” 

A imagem abaixo ajuda a como criar uma escala de prioridade, entre o fazer agora, agendar, delegar ou até mesmo o eliminar: 

Dessa forma pergunto-me se aquela demanda realmente precisa ser feita imediatamente ou se é algo que pode esperar um pouco para que eu conclua outras tarefas com impacto maior. Essa matriz previne que as demandas sem escala de prioridade prejudiquem o trabalho de maior valor e me mantém alinhada com o que de fato é importante e urgente.  

Saber dizer não e definir limites claros 

No trabalho, a habilidade de dizer “não” ou negociar prazos é essencial para uma boa gestão de tempo. Frequentemente, nos sentimos pressionados a aceitar todas as solicitações que recebemos, o que acaba resultando em excesso de tarefas e menos produtividade. Aprendi que saber dizer “não” ou negociar prioridades com a equipe e a liderança é uma forma de proteger o próprio tempo para que ele seja direcionado a atividades estratégicas. 

Definir limites de forma inteligente é uma maneira de mostrar profissionalismo, e não de rejeitar trabalho. Comunicar essas decisões com clareza e embasamento torna o “não” mais assertivo e ajuda a evitar o acúmulo de tarefas que podem prejudicar a entrega de resultados. 

Revise e recalibre: gestão de tempo é adaptação constante 

A gestão de tempo é um processo dinâmico e precisa de revisões periódicas. Faço questão de, semanalmente, revisar meu planejamento e realinhar as prioridades de acordo com as metas da empresa e os projetos em andamento. Essa prática de recalibrar a agenda profissional permite ajustes em função de novas demandas e oportunidades, e é um diferencial para garantir que o tempo seja realmente investido nas atividades de maior valor. 

Em um contexto de advocacia corporativa, onde as demandas são intensas e o ambiente exige alta capacidade de adaptação e resposta, a gestão de tempo torna-se ainda mais estratégica. Esse olhar mais analítico e intencional sobre o uso do tempo permite ao advogado corporativo não apenas cumprir prazos e metas, mas também agregar valor à empresa de maneira mais profunda e duradoura. Uma gestão de tempo eficaz não é apenas um diferencial – é uma necessidade para quem quer se destacar, construindo uma carreira sólida e contribuindo para o crescimento e a segurança do negócio.

Por Thuany Mariano, especialista em Contratos no Viseu. 

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